O Discord funciona como um servidor para comunicação, no qual é possível conversar diretamente com uma pessoa ou com um grupo, inserir uma lista de contatos e criar salas de conversa com temas específicos, chamadas canais.
Foi dentro desse servidor que Pedro Ricardo Conceição da Rocha, de 19 anos, segunda a acusação do Ministério Público do Rio de Janeiro, criou uma comunidade com a finalidade de cometer crimes contra crianças e adolescentes. King, apelido pelo qual Pedro Ricardo se identificava, é apontado como principal criador do grupo do Discord que, com outros quatro adolescentes, praticava estupro e estimulava suicídio de crianças e adolescentes.
A operação Dark Room descobriu durante a primeira fase de sua operação, que três servidores do Discord eram usados para compartilhar vídeos de pedofilia, zoofilia e apologia ao racismo, nazismo e misoginia. Em videochamadas, os candidatos a novos participantes do grupo deveriam cometer ao vivo atos de violência contra animais, como pré-requisito para sua aceitação.
Além disso, adolescentes eram constrangidas e chantageadas sob ameaças contra elas e contra seus familiares, e também de divulgação de fotos e vídeos íntimos anteriormente hackeados. As vítimas então eram obrigadas a se tornarem escravas sexuais dos donos do grupo, sofrendo estupros virtuais, nos quais eram coagidas a se despir e se automutilar, enquanto os participantes do grupo assistiam e faziam chacota.

King foi preso em Teresópolis, escondido na casa da avó, em uma operação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) no dia 4 de julho, na segunda fase da operação, que também ocorreu na cidade de Cachoeiras de Macacu. Nesta segunda-feira, dia 31, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Cachoeiras de Macacu, denunciou oficialmente Pedro Ricardo como criador do principal grupo criminoso do Discord.





























































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