A onda de calor chegou querendo ficar. Os dias de temperaturas altas continuam ao longo desta semana no estado do Rio de Janeiro. A previsão é de que o pico aconteça no sábado, com chances de chegar aos 42 graus na capital. A estimativa é apontada pelo Climatempo, que monitora o país através das estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até lá, são esperados fins de tarde e noites com pancadas de chuva isoladas e mínima acima dos 25 graus.
Nesta quarta a sensação térmica chegou a 55,6ºC em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O bairro, que esta semana registrou 58,5 ºC de sensação sofre influência de umidade da Baía de Sepetiba que amplia a sensação de calor. O bairro também registrou a maior temperatura desta quarta: 36,6ºC. Os dados são do Alerta Rio.
O meteorologista do Climatempo Guilherme Borges destaca que a onda de calor tem atingido outros municípios fluminenses, para além da capital. A cidade carioca segue entre as mais quentes, mas com pouca folga, como o que aconteceu nesta terça-feira.
— O Rio é uma das regiões mais quentes do país nos últimos dias. O recorde no estado nesse ano foi quebrado recentemente, no dia 12, ao chegar a 40,4 graus, na Vila Militar, na cidade do Rio. Ontem, na capital, em Seropédica, foi 41,3 graus; seguido pela cidade de Camboci (Noroeste Fluminense), com 40,5 graus; e Três Rios (Centro Fluminense), com 40,5 graus — diz o meteorologista.
A tendência é de elevação da temperatura até domingo, quando há a expectativa da onda de calor ir embora. Até lá, a máxima de quinta-feira deve ser de 40 graus e a de sexta, 38 graus, segundo o Climatempo. Alguns fatores podem contribuir para a máxima ainda mais alta do que tem-se visto.
— O tempo segue instável na capital pela posição, que é próxima do mar. Quando a umidade se eleva, pode ter registro de pancadas de chuva no fim do dia, mas o calorão se mantém. No sábado tem um ingrediente que vai favorecer e pode chegar a 42 graus: a aproximação de uma frente fria. Quando chegam, empurram o ar mais quente e as temperaturas são potencializadas — destaca Guilherme Borges.
Por usar os dados das estações do Inmet, os registros de temperaturas mínimas e máximas podem divergir das apresentadas pelo Alerta Rio, sistema da prefeitura da capital. Por isso, os dados do município apontam que o recorde do ano, até agora, foi em Irajá, no último domingo, de 42,5 graus, enquanto, na medição do órgão nacional, foi ontem. Outro fator que causa confusão são os termômetros de rua e a sensação térmica, explica Borges:
— O que vemos é que 40 graus no Rio não é tão comum assim. As pessoas têm essa ideia por causa da sensação térmica. E ainda é visto no termômetro de rua, que fica nos aparelhos em materiais que não são adequados, e as temperaturas se elevam mais — aponta o meteorologista. — O cálculo da sensação térmica leva em consideração a umidade, os ventos, a temperatura e onde está posicionada a estação. Por exemplo, perto da baía, se atingida por ventos mais quentes, vai influenciar. Essa equação não é 100% unificada, existem variações. Diferentes centros utilizam diferentes equações.
Na terça-feira, o Alerta Rio registrou sensação térmica de 58,5 graus em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, às 9h15. Segundo o órgão, é a maior medição desde que começou a operar, em 2014.
Chuva de granizo
A chuva de granizo que caiu em alguns bairros do Rio na última noite não são raras — e sim até esperadas — em períodos de temperaturas elevadas, porém, combinadas a outros fatores, como alta taxa de umidade. A formação de nuvens altas, de crescimento vertical, pode proporcionar a condenção da água, que dá origem ao granizo. A previsão do fenômeno, no entanto, não é possível de ser feita com antecedência, como acontece com o avanço de núcleos de chuva.
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