Policiais civis da 12ª DP (Copacabana) prenderam, no sábado (19), o técnico de contabilidade Anderson Pereira, apontado como membro da quadrilha envolvida em fraudes em seguradoras de planos de saúde. Segundo as investigações, Anderson era responsável pela criação de empresas de fachada e pela captação de clientes em locais de grande movimentação, onde ofereciam os planos de saúde.
A prisão aconteceu em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, com base em informações obtidas na primeira fase da “Operação Carência Zero”. Apontada como líder da organização criminosa, a ex-candidata a vereadora de Itaguaí, Adriana Castro (União Brasil), foi detida na última segunda-feira (14). Somente uma seguradora registrou um prejuízo de R$ 11 milhões.
As investigações revelaram uma fraude complexa e sofisticada, que simulava vínculos empregatícios em empresas de fachada criadas exclusivamente para contratar planos empresariais. Esses seguros eram posteriormente vendidos de maneira indevida para pessoas físicas, que não tinham direito a adquirir planos coletivos, que não exigem carência para utilização. As empresas criadas não possuíam sede nos endereços informados às seguradoras, sendo a maioria localizada em endereços inexistentes. A primeira fase da investigação teve o apoio do Ministério Público e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ªDP (Copacabana) e responsável pela investigação, a ação faz parte da Operação Carência Zero, “O técnico de contabilidade estava foragido desde o dia último dia 17. Depois que nós cumprimos mandados de busca e o de prisão contra Adriana a gente confirmou a participação dele no esquema. Havia muita transferência bancária da Adriana pra ele, conversas sobre a formalização de pessoas jurídicas fictícias”, explicou o delegado.

Parte do dinheiro era repassado ao filho de Adriana, como forma de ocultação patrimonial. Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso simulou o vínculo empregatício de mais de 800 pessoas. A mulher ainda criou uma “taxa de isenção de carência”, de cerca de R$ 3 mil a R$ 4 mil por cliente. Além de receberam todos os meses um percentual dos planos vendidos, ainda lucravam com a venda da carência. Em apenas seis meses de 2023, a quadrilha movimentou mais de R$ 2 milhões.
Nas eleições municipais de 2024, Adriana concorreu ao cargo de vereadora do município de Itaguaí, pelo União Brasil. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela se apresenta como uma mulher casada, mãe de um estudante de Direito de 20 anos e diz que sua jornada começou como corretora de planos de saúde, mas que realizou o sonho de abrir uma loja de roupas e uma clínica médica, e já atua há 14 anos como empresária. Os valores são incompatíveis com o patrimônio da investigada, que declarou patrimônio de R$420 mil na Justiça Eleitoral. Adriana Castro é a proprietária da AC Saúde e da Madame Dri Acessórios e Roupas, ambas em Itaguaí.





























































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