O vereador Eduardo de Lara (Republicanos), afastado da presidência da Câmara Municipal de Iguape, no interior de São Paulo, foi condenado a 33 anos e 10 dias de prisão em regime fechado. A sentença foi publicada nesta terça-feira (9) e está relacionada a um esquema de rachadinha que teria funcionado dentro do Legislativo municipal.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o parlamentar foi considerado culpado pelo crime de excesso de exação, caracterizado pelo uso da função pública para realizar cobranças indevidas ou empregar meios abusivos para exigir valores de terceiros.
As investigações apontam que Eduardo de Lara teria exigido parte dos salários de servidores comissionados da Câmara Municipal como condição para mantê-los nos cargos. Segundo a acusação, a prática ocorreu de forma contínua entre os anos de 2021 e 2025.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de 157 dias-multa e de uma indenização estimada em R$ 200 mil às vítimas do esquema. A decisão também prevê a perda do mandato parlamentar após o trânsito em julgado do processo.
Apesar da condenação, o vereador poderá recorrer da sentença em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.
A defesa de Eduardo de Lara não foi localizada pela reportagem para comentar a decisão. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.
Fonte: Metrópoles SP.








































































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