Uma investigação da Polícia Federal revelou que o Comando Vermelho (CV), a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, adotou uma estratégia ambiciosa de infiltração política para expandir seus domínios e obter proteção institucional. Diálogos obtidos pela polícia apontam que líderes do grupo, como Edgar Alves de Andrade, o Doca, e o chefe histórico Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP — preso em unidade de segurança máxima —, buscam cooptar agentes públicos e monitorar investigações através de informações privilegiadas.
As mensagens interceptadas revelam a articulação. Em janeiro de 2025, o traficante Carlos Costa Neves, o Gardenal, enviou a Doca uma foto do deputado Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa, no Palácio Guanabara ao lado do então governador Cláudio Castro. Ao receber a imagem, o Doca respondeu indicando o interesse em atrair o parlamentar para o grupo. Segundo a PF, o objetivo é transformar agentes políticos em porta-vozes indiretos e garantir que ações do Estado não interfiram nas áreas que são controladas pela organização.
Além da aproximação política, que recentemente levou à prisão dos ex-deputados Rodrigo Bacellar e Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Jóias), a facção expandiu sua atuação para a economia formal, explorando de provedores de internet a criptomoedas.
Em nota, o ex-governador Cláudio Castro repudiou qualquer tentativa de associá-lo ao crime organizado, destacando que a foto registra uma reunião institucional legítima e que sua gestão focou no enfrentamento ao tráfico. A defesa de Marcinho VP também negou as acusações, ressaltando que todas as comunicações e visitas do preso na penitenciária federal passam por rigoroso monitoramento em tempo real pelas autoridades.
Fonte: Extra.





































































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