Onze dias após a primeira operação da Polícia Federal no condomínio Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, agentes retornaram ao local nesta terça-feira para cumprir novos mandados ligados a investigações sobre movimentações financeiras envolvendo recursos públicos estaduais. O alvo da ação voltou a ser o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que atualmente reside em uma cobertura no mesmo bloco onde morava anteriormente. O imóvel, segundo estimativas baseadas em apartamentos semelhantes da região, pode ultrapassar R$ 4 milhões em valor de mercado.
A decisão que autorizou a nova operação foi assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O documento permitiu buscas em endereços diferentes dos inicialmente indicados pela PF, considerando possíveis mudanças de residência. Durante a ação, Castro estava acompanhado da esposa e da sogra. De acordo com a defesa, ele colaborou com os agentes “com serenidade”. Dois celulares do ex-governador foram apreendidos.
A cobertura visitada pelos policiais possui mais de 300 metros quadrados, área de lazer, piscina cercada por vidro e vista para a Lagoa da Tijuca. O imóvel teria passado recentemente por uma ampla reforma. Até março deste ano, Cláudio Castro recebia salário mensal de R$ 16 mil do estado. Na prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral em 2022, declarou patrimônio de cerca de R$ 194 mil em aplicações financeiras e contas bancárias, além de um apartamento no Itanhangá avaliado em R$ 174,9 mil.
A nova ofensiva da PF investiga aportes realizados pelo Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master. As suspeitas surgiram após a Operação Barco de Papel identificar movimentações consideradas irregulares em letras financeiras da instituição entre outubro de 2023 e julho de 2024. Segundo os investigadores, os investimentos podem ter alcançado cerca de R$ 3 bilhões, somando recursos do Rioprevidência e da Cedae.
A Polícia Federal também apura suspeitas de pagamento de propina a agentes públicos, criação de fundos fictícios e uso de estruturas financeiras para ocultar a origem de recursos. O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro sob suspeita de fraudes financeiras.
Fonte: Extra.



































































Comente este post