O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu deixar a política eleitoral e não pretende voltar a disputar cargos públicos. A decisão foi comunicada ao Partido Liberal (PL), legenda pela qual concorreria ao Senado nas eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pela Folha1 e pela VEJA, Castro pretende retomar a carreira na advocacia e reabrir seu escritório após o período eleitoral.
Atualmente, o ex-governador permanece ligado ao PL em uma função de articulação política. Contratado pelo partido, ele atua junto a prefeitos do interior fluminense, mantendo interlocução com lideranças municipais mesmo após abandonar a perspectiva de disputar uma vaga no Senado. A atividade, no entanto, não representa, segundo Castro, uma intenção de retornar à vida eleitoral.
Em declaração ao Radar, reproduzida pela Folha1 e pela VEJA, o ex-governador afirmou que considera encerrado seu ciclo na política. Castro disse ter cumprido seus objetivos na vida pública e apontou a advocacia como seu próximo foco profissional. A intenção é voltar a exercer o Direito depois das eleições, conciliando a retomada da carreira com a necessidade de concentrar esforços em sua defesa jurídica.
A decisão ocorre após um período de forte desgaste político e jurídico. Antes de comunicar a saída definitiva da disputa eleitoral, Castro havia desistido da pré-candidatura ao Senado depois de ser alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo de 11 dias. As investigações alcançaram relações envolvendo o ex-governador e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Uma das investigações envolve suspeitas relacionadas aos investimentos realizados pelo Rioprevidência, durante a gestão de Castro, em ativos vinculados ao Banco Master. Reportagens sobre o caso apontaram que a Polícia Federal investigava a participação política do ex-governador na viabilização dessas operações. Na ocasião das diligências, Castro passou a afirmar que deixaria a disputa eleitoral para se concentrar em sua defesa.
Além das investigações policiais, o ex-governador também enfrentou uma derrota na Justiça Eleitoral. Em março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Castro inelegível por oito anos, ao reconhecer, por maioria de votos, abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022. Em junho, a Corte rejeitou recursos apresentados contra a decisão e manteve a inelegibilidade.
Com a saída da corrida eleitoral, Castro encerra uma trajetória que o levou ao comando do Governo do Estado do Rio de Janeiro e, posteriormente, à tentativa de construir uma candidatura para o Senado. Agora, a estratégia anunciada é deixar a disputa por mandatos eletivos em segundo plano e concentrar a atuação profissional na advocacia, enquanto permanece temporariamente ligado ao PL na articulação com prefeitos do interior.
A mudança marca, portanto, uma nova etapa na trajetória política de Cláudio Castro. Embora continue exercendo atividade de articulação partidária, o ex-governador afirma não ter planos de concorrer novamente a um cargo público e pretende reconstruir sua carreira no Direito, área de formação e profissão à qual planeja retornar após o encerramento do calendário eleitoral de 2026.








































































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