O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, informou à direção nacional do Partido Liberal (PL) que não disputará mais uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano. A decisão foi comunicada ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e ocorre após o agravamento da situação política e jurídica do ex-chefe do Executivo fluminense.
Lançada no início do ano, a pré-candidatura perdeu força depois que Castro foi declarado inelegível e passou a ser investigado em duas operações da Polícia Federal realizadas em um intervalo inferior a quinze dias. As apurações envolvem suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master e à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o ex-governador.
Nos bastidores do partido, a retirada da candidatura já era considerada previsível. Integrantes das direções estadual e nacional avaliavam que a permanência de Castro na disputa poderia causar desgaste à chapa do PL no Rio de Janeiro. Havia ainda preocupação de que os desdobramentos das investigações impactassem negativamente outras candidaturas apoiadas pela legenda.
Valdemar Costa Neto afirmou que a escolha do substituto ficará sob responsabilidade da seção fluminense do partido. Internamente, dirigentes já iniciaram discussões sobre possíveis nomes para ocupar a vaga. A expectativa é que o senador Flávio Bolsonaro tenha participação decisiva na definição do candidato.
Antes da desistência, Castro integrava a composição encabeçada por Douglas Ruas na disputa pelo governo estadual. A chapa contava ainda com o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, como candidato a vice-governador, enquanto o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, figurava como outro nome para o Senado.
Fonte: Metrópoles.





































































Comente este post