O ex-auditor fiscal Renato Moraes Coelho foi preso em flagrante durante uma ação da Polícia Federal com apoio da corregedoria da Receita Federal, na manhã desta quarta-feira, na Zona Oeste do Rio. Durante a operação batizada de “Container”, os agentes apreenderam armas, relógios e notebook. A ação tem como objetivo coibir a atuação de organização criminosa que atuava no Porto de Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro.
- Mais uma vítima da violência: Menino usava uniforme de escola ao ser baleado e morrer em Maricá, no RJ; moradores fazem protesto
- Investigação sobre laudos falsos: Biólogo é investigado por laudo de dor crônica para plantar maconha em casa; nas redes, ele posta fotos fazendo ioga de cabeça para baixo
De acordo com a PF, duas pistolas, um revólver e uma carabina, apesar de regulares, serão apreendidas. Por conta da ação penal em curso, o ex-servidor não poderia manter a posse delas. Além disso, segundo os agentes, a prisão em flagrante ocorre pela apropriação indébita do distintivo, da funcional e do notebook da Receita. Ele será encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, para a formalização da custódia, e depois para o presídio, onde ficará à disposição da justiça.
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2023/l/y/mUkwxuSdOytacBBmnpaw/whatsapp-image-2023-07-12-at-09.21.36.jpeg)
A ação da PF resultou em seis mandados de Busca e Apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, na capital fluminense. Segundo a PF, foi determinado a penhora de bens e valores em nome dos investigados, e de quatro imóveis, sendo dois de luxo, ambos localizados na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, foi determinado o bloqueio de R$ 30 milhões.
- Decisão judicial: Cantor Tiee é condenado a prisão por ameaçar publicar fotos íntimas da ex-namorada
Investigação
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início a partir da apreensão no Porto de Itaguaí/RJ, realizada pela Receita Federal, de enorme quantidade de produtos originários da China, armazenados em 60 contêineres, esta carga foi avaliada em aproximadamente R$100 milhões.
A PF afirmou que durante a investigação foi constatada a prática dos crimes de “facilitação de contrabando ou descaminho, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, associação criminosa, entre outros. Para tanto, a organização criminosa fazia uso de pessoas jurídicas e interpostas pessoas”.
Um dos investigados é um ex-servidor já demitido pela Receita Federal, cuja investigação apontou evolução patrimonial exponencial e a realização de várias transações de compra e venda em espécie, todas incompatíveis com a sua situação financeira de servidor público.
A operação foi um desdobramento da Operação Mar Aberto, que apurou a ocorrência de crimes de contrabando, descaminho, facilitação de contrabando e descaminho, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de associação criminosa, ocorridos na Alfândega da Receita Federal do Porto de Itaguaí entre 2016 e 2018.
Exonerado
Em abril do ano passado, o Ministério da Economia exonerou o auditor fiscal Renato Moraes Coelho, acusado de integrar um esquema de contrabando no Porto de Itaguaí (RJ).
O porto é uma área dominada por milícias e uma das principais portas de entrada de mercadorias contrabandeadas no Brasil. O controle sobre a alfândega local vem sendo alvo de uma disputa política desde 2019.
Por O Globo





























































Comente este post