Inaugurado há dez anos, o Arco Metropolitano do Rio foi apresentado como uma solução para impulsionar o desenvolvimento do estado, especialmente nas áreas que a rodovia atravessa, além de aliviar o trânsito na Avenida Brasil e na Via Dutra. Contudo, uma década depois, a rodovia ainda é subutilizada, mal iluminada e considerada insegura. Diariamente, cerca de 34 mil veículos transitam entre Duque de Caxias e Itaguaí, na Baixada Fluminense, mas muitos motoristas evitam a via.
Os problemas de insegurança são evidentes nos crescentes índices de roubos de carga na região do Arco, enquanto esses índices diminuem no restante do estado. Segundo um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), baseado em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a área ao redor do Arco, correspondente à 11ª Circunscrição Integrada de Segurança Pública (CISP), teve um aumento de 4% nos roubos de carga, com 611 casos no ano passado, em comparação com 587 no ano anterior. No estado como um todo, os casos caíram de 4.229 em 2022 para 3.224 em 2023, uma redução de 23%.
“O que percebemos é um aumento do peso relativo do Arco Metropolitano no total de roubo de cargas. Se ele foi pensado para ser uma artéria logística e um vetor de desenvolvimento, à medida que se torna inseguro, tem efeito contrário. A gente ouve de empresários ‘eu não passo pelo Arco à noite'”, afirma Isaque Ouverney, gerente de Infraestrutura da Firjan, destacando a preocupação com a interseção entre a rodovia e a BR-040, em Duque de Caxias.
O trecho de 71 quilômetros do Arco entre Caxias e o Porto de Itaguaí, passando por Nova Iguaçu, Japeri e Seropédica, foi inaugurado em 1º de julho de 2014. A obra custou R$ 1,9 bilhão (ou R$ 3,9 bilhões em valores corrigidos). A rodovia, parte da BR-493, inclui também um trecho da BR-116, entre Caxias e Magé, e outro entre Magé e Itaboraí, totalizando 145 quilômetros. A expectativa era que o Arco injetasse mais de R$ 1,8 bilhão no PIB do Rio, reduzisse em até 20% o custo do transporte de carga no estado e gerasse mais de R$ 343 milhões em receita anual com arrecadação de impostos.
Fonte: Jornal Extra





































































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