A disputa eleitoral de 2024 em Angra dos Reis, considerada uma das mais acirradas dos últimos anos no município, ganhou um novo capítulo. O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou à Justiça um parecer favorável à cassação dos mandatos do prefeito Cláudio Ferreti (MDB) e do vice-prefeito Rubinho Metalúrgico (PP). O órgão também defende a declaração de inelegibilidade, por oito anos, do ex-prefeito Fernando Jordão (MDB) e da empresária Gabriela Athias.
O documento foi elaborado pelo promotor eleitoral Daniel Marones de Gusmão Campos e integra a etapa final da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apura possíveis irregularidades relacionadas ao uso da máquina pública durante o processo eleitoral.
De acordo com o Ministério Público, estruturas e recursos da Prefeitura de Angra dos Reis teriam sido empregados para favorecer a candidatura de Cláudio Ferreti e prejudicar o então candidato Renato Araújo (PL), derrotado no pleito por uma diferença de apenas 1.282 votos.
A investigação reúne diversos elementos, entre eles relatórios da Polícia Federal, trocas de mensagens por aplicativos, depoimentos de testemunhas e materiais apreendidos ao longo das apurações. Uma das principais acusações envolve a suposta produção e disseminação de conteúdos audiovisuais direcionados contra Renato Araújo, com a participação de ex-funcionários ligados ao grupo político investigado.
O parecer ainda aponta o envolvimento de uma empresária que, segundo a investigação, teria atuado na organização de entrevistas e na produção, edição e divulgação dos materiais questionados.
Já o ex-prefeito Fernando Jordão é citado por supostamente acompanhar e compartilhar os conteúdos durante a campanha, utilizando eventos políticos e grupos de mensagens para fortalecer a candidatura de seu sucessor.
Para o Ministério Público Eleitoral, a gravidade dos fatos apurados, somada ao reduzido intervalo de votos entre os candidatos, justifica a aplicação das penalidades previstas pela legislação eleitoral.
Apesar da manifestação do MPE, a decisão sobre o caso ainda será tomada pela Justiça Eleitoral. O processo continua em tramitação e aguarda julgamento pela 147ª Zona Eleitoral.
Fonte: Doc Press RJ.





































































Comente este post