O contrato de empréstimos consignados firmado entre a Prefeitura de Nova Iguaçu e o Banco Master tornou-se o grande epicentro de uma intensa disputa política no município fluminense após a divulgação de graves denúncias de repercussão nacional. O debate ganhou força depois que o vereador Igor Porto oficializou uma notícia de fato diretamente na Polícia Federal, em Brasília, exigindo investigações profundas sobre os reais interesses por trás da contratação.
O caso coincide com a pressão pela instalação de uma CPI federal para apurar condutas da instituição financeira, citada em suspeitas de fraudes e corrupção envolvendo entes públicos. Esse vínculo administrativo na Baixada Fluminense teve origem no Processo Administrativo nº 2024/101.660, referente ao Chamamento Público nº 015/CPL/2024, cujo objetivo explícito era credenciar bancos aptos a oferecer cartões de crédito, seguros de vida e financiamentos com desconto em folha para os servidores municipais ativos. Homologado em julho de 2025 pelo secretário de Administração, Paulo Sérgio da Silva Monteiro, o acordo culminou no Convênio nº 008/SEMAD/2025, assinado em agosto daquele ano com vigência planejada para 24 meses. O principal foco de contestação reside no cronograma da rescisão.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025, pelo Ato nº 1.369/2025. Contudo, a prefeitura só formalizou o distrato unilateral em 14 de abril de 2026, com efeitos retroativos a setembro de 2025. O parlamentar questiona essa demora e demanda total transparência sobre o número de servidores afetados no período. A prefeitura alega imprevistos operacionais inviáveis, enquanto analistas destacam o impacto e o caso segue sob ampla investigação.
Fonte: Folha da Baixada.






































































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