Durante um almoço do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) ontem, com a presença de empresários do Rio, o presidente da Câmara de Vereadores, Carlo Caiado (PSD), anunciou que o parlamento vai analisar a possibilidade de a Guarda Municipal atuar armada. Caiado mencionou que Átila Nunes (PSD), líder do governo, solicitou a inclusão do projeto na pauta e que a votação deve ocorrer no primeiro semestre.
No ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio considerou constitucional o artigo da Lei Orgânica do Município que não permite o uso de armas pela guarda municipal. Assim, qualquer mudança deve ser aprovada pelos vereadores. Se aprovada, a proposta permitirá aos agentes o uso de armas de fogo, treinamento e a emissão do porte de arma.
A iniciativa, proposta pelo ex-vereador Jones Moura e coassinada por outros 20 vereadores, incluindo Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o governador Cláudio Castro (PL), que assinou quando era vereador, já foi adiada 17 vezes. Para ser aprovada, precisa do apoio de 34 dos 51 vereadores em duas votações.
Caiado, aplaudido ao anunciar a votação, defende que os agentes sejam armados em pontos turísticos da cidade:
— Sou a favor de um grupamento especial e, com a essência do Rio para o turismo, podemos começar por esses locais. Colocar na pauta é chamar a sociedade para debater o tema. Uma das questões a serem discutidas é se o guarda poderá levar a arma para casa — disse Caiado.
O projeto já está na pauta de hoje na Câmara e pode receber emendas. Caso isso ocorra, ele será analisado novamente pelas comissões internas. Uma alteração proposta por Welington Dias (PDT) é que o uso da arma não seja obrigatório.
Em 2020, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) doou 150 pistolas para a Guarda Municipal. Na época, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) assinou o convênio ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de Jones Moura.
Esse é um dos debates sobre segurança pública que envolvem as eleições municipais deste ano. Carlo Caiado busca a vice-prefeitura na chapa de Eduardo Paes (PSD) e acredita que seu nome seria mais aceito entre eleitores de centro-direita.
Fonte: Extra.






































































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