A médica Larysse Borel Neves Ribeiro, esposa do vereador do Rio de Janeiro Leniel Borel (PP), está entre os servidores comissionados exonerados pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (10). Ela ocupava o cargo de assessora-chefe da Subsecretaria de Atenção à Saúde e teve a saída publicada no Diário Oficial do Estado.
A exoneração foi assinada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que também determinou a saída de outros três servidores. Todos os atos foram registrados como exonerações “a pedido”. Entre os demais desligamentos estão Carlos Bruno Cavalcanti Vinhais, que atuava na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação; Rodrigo Nunes Ramos, da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas; e Debora de Souza Craveiro, também vinculada à pasta de Desenvolvimento Econômico.
Além das quatro exonerações assinadas por Couto, outras sete foram formalizadas pelo secretário de Estado da Casa Civil, Flávio Willeman. Os desligamentos atingiram uma função na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, duas no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e quatro no Gabinete de Segurança Institucional. No mesmo conjunto de atos, a Casa Civil registrou ainda oito nomeações para cargos comissionados.
Posicionamento de Leniel
A exoneração de Larysse ganhou destaque por sua relação familiar com o vereador Leniel Borel. Em posicionamento divulgado pelo Tempo Real RJ, o parlamentar afirmou que a esposa pediu para deixar o cargo e criticou a associação entre o desligamento e uma eventual ação de corte promovida pelo governo.
Segundo a nota, Larysse já atuava profissionalmente na Fundação Saúde antes de se relacionar com Leniel. O vereador também destacou que ela assumiu funções de direção hospitalar em 2022, enquanto o casamento ocorreu em janeiro de 2024 e o início do mandato parlamentar de Leniel aconteceu em janeiro de 2025. A manifestação sustenta que a trajetória profissional da médica não teria relação com a atividade política do marido.
A publicação do Diário Oficial, por sua vez, registra a exoneração como “a pedido”, mesma classificação atribuída às outras três saídas formalizadas diretamente pelo governador em exercício nesta segunda-feira.
Mais de 5,7 mil exonerações desde março
A medida faz parte de um processo mais amplo de reorganização da estrutura administrativa do Governo do Estado. Desde o fim de março, quando Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Executivo fluminense, mais de 5.700 servidores ocupantes de cargos comissionados foram exonerados.
De acordo com o Governo do Estado, o conjunto de medidas deverá gerar uma economia superior a R$ 264 milhões até o fim de 2026. A gestão interina vem promovendo uma revisão do quadro de cargos comissionados em diferentes órgãos e secretarias, com desligamentos acompanhados, em alguns casos, por novas nomeações.
A rodada publicada nesta segunda-feira, portanto, se insere em uma sequência de mudanças administrativas que alcança diversas áreas da máquina estadual. Embora a saída da esposa de Leniel Borel tenha chamado atenção pelo vínculo familiar com um integrante da Câmara Municipal do Rio, o ato oficial publicado pelo Estado classifica o desligamento como feito “a pedido”, sem apontar, no documento, qualquer irregularidade relacionada à servidora.








































































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