Lançado há dois anos pela Cedae, o projeto CriAção promove a capacitação e a autonomia financeira de mulheres na Baixada Fluminense. Voltada prioritariamente a moradoras em situação de vulnerabilidade social e econômica das comunidades localizadas no entorno das obras do Novo Guandu, a iniciativa já atendeu cerca de 250 participantes por meio de cursos gratuitos de artesanato e módulos de empreendedorismo. O programa tem como meta abrir oportunidades concretas de geração de renda, incentivando a independência pessoal e fortalecendo a liderança feminina na região metropolitana do Rio de Janeiro.
As atividades contemplam moradoras dos bairros de Lagoinha, Prados Verdes, Km 32, Jardim Paraíso, Jardim Guandu e Marapicu, na cidade de Nova Iguaçu, além do distrito de Xerém, em Duque de Caxias. A mobilização das alunas é realizada pela equipe técnica da concessionária em parceria com lideranças comunitárias, instituições locais e órgãos públicos. Conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por assistentes e técnicas sociais, instrutores especializados e consultores de negócios, o projeto oferece turmas de confecção de bolsas em patchwork e oficinas de velas e sabonetes artesanais. Além da prática manual, as alunas recebem formação abrangente sobre precificação, planejamento de negócios, estratégias de divulgação, atendimento ao cliente e controle financeiro.

Segundo a assistente social da Cedae, Miriam Miranda, o CriAção foi estruturado para expandir horizontes de mulheres que enfrentam barreiras de acesso ao mercado de trabalho e acumulam, muitas vezes sozinhas, os cuidados domésticos e a criação dos filhos. Ao dominarem novas técnicas, as alunas passam a acreditar em seu próprio potencial para empreender. Esse impacto é exemplificado por Carmen Lúcia Moura, de 55 anos, moradora do Jardim Paraíso, mãe e avó que nunca havia utilizado uma máquina de costura. Superando o medo inicial graças ao suporte paciente das instrutoras, ela comemora a confecção de cada peça e já transforma a produção em renda para sua família, comprovando que nunca é tarde para buscar novos conhecimentos.
A trajetória de superação se repete com Denise Ferreira, de 55 anos, que após as aulas de sabonetes passou a costurar e já obtém retorno financeiro. O projeto consolida uma valiosa rede de convivência e autonomia para a região.
Fonte: Extra.








































































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