Dolly Parton, uma das maiores representantes da música country e uma das artistas mais influentes da cultura norte-americana, morreu aos 80 anos na terça-feira (25), em Nashville, no Tennessee, nos Estados Unidos. A cantora faleceu no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, cercada por familiares e pessoas próximas, após enfrentar uma breve batalha contra o câncer. A informação foi confirmada pela equipe da artista depois que a morte havia sido anunciada inicialmente por seu sobrinho, Bryan Seaver.
Em comunicado divulgado após a confirmação da morte, a equipe de Parton afirmou que a artista enfrentou a doença com coragem antes de morrer. O tipo de câncer não foi revelado. A declaração também destacou o legado construído pela cantora ao longo de décadas e sua dedicação a iniciativas filantrópicas, especialmente projetos voltados à educação e à infância.
A morte ocorreu poucos dias depois de Dolly Parton ter sido hospitalizada em Nashville. Segundo informações divulgadas anteriormente pelo TMZ e reproduzidas pela imprensa, ela havia sido internada na sexta-feira (21) em meio a complicações relacionadas aos rins e ao sistema imunológico. Nos últimos meses, a cantora também havia enfrentado outros problemas de saúde e reduzido sua participação em compromissos públicos.
Os sinais de fragilidade na saúde da artista já vinham sendo percebidos desde 2025. Em setembro daquele ano, Parton anunciou que não poderia realizar uma série de apresentações previstas para dezembro em Las Vegas. Ela também precisou cancelar ou adiar outros compromissos profissionais. Ainda assim, continuou envolvida em novos projetos musicais e empresariais e demonstrava interesse em ampliar sua trajetória artística.
Nascida em janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly Parton iniciou sua trajetória profissional ainda adolescente. Aos 13 anos, fez sua primeira apresentação em uma rádio de Nashville e, em 1962, assinou seu primeiro contrato com uma gravadora. A carreira ganhou projeção nacional a partir de sua parceria com Porter Wagoner, na década de 1960, período em que lançou o álbum Hello, I’m Dolly.
Ao longo dos anos seguintes, Parton se transformou em uma referência mundial do country. Em 1974, lançou “Jolene”, uma de suas canções mais conhecidas e uma das obras que ajudaram a consolidar sua identidade artística. A música atravessou gerações e recebeu diversas releituras, incluindo uma versão gravada por Beyoncé no álbum Cowboy Carter. Outro de seus grandes sucessos, “I Will Always Love You”, também alcançou enorme repercussão internacional e ganhou uma das versões mais famosas da história da música na voz de Whitney Houston.
A influência de Dolly, contudo, ultrapassou a música. A artista também construiu uma carreira no cinema e na televisão, com destaque para produções como 9 to 5 e Steel Magnolias, além de ter criado o parque temático Dollywood, no Tennessee, inaugurado em 1986. Em 1999, entrou para o Country Music Hall of Fame e, em 2022, foi incluída no Rock & Roll Hall of Fame, tornando-se uma das artistas consagradas nas duas instituições.
Sua atuação filantrópica também se tornou parte fundamental de seu legado. Por meio da Dollywood Foundation e do programa Imagination Library, Parton ajudou a distribuir centenas de milhões de livros para crianças. Ela também apoiou pesquisas científicas, incluindo investimentos relacionados ao desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19.
A repercussão da morte foi imediata entre artistas de diferentes gerações. Entre as manifestações que ganharam destaque está a de Eminem, que publicou uma mensagem que havia recebido de Dolly Parton após sua entrada no Rock & Roll Hall of Fame, em 2022. Na ocasião, a cantora parabenizou o rapper por sua apresentação e demonstrou admiração pelo trabalho dele. Ao compartilhar a mensagem após a morte da artista, Eminem afirmou que o gesto de Parton havia tido um impacto significativo sobre ele e lamentou não ter tido a oportunidade de conhecê-la pessoalmente.
A morte encerra uma trajetória de aproximadamente sete décadas nos palcos e deixa uma marca que ultrapassa as fronteiras do country. Com milhares de composições, dezenas de álbuns, trabalhos no cinema, empreendimentos e projetos sociais, Dolly Parton construiu uma carreira singular ao combinar música, entretenimento e filantropia. Sua obra, especialmente canções como “Jolene” e “I Will Always Love You”, permanece como parte do repertório cultural norte-americano e de diferentes gerações de artistas e público.








































































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