O Governo do Estado do Rio de Janeiro já exonerou 6.145 ocupantes de cargos comissionados desde o início da gestão interina do desembargador Ricardo Couto, em março. Os dados, contabilizados até 21 de agosto, revelam uma ampla redução do quadro de livre nomeação da administração estadual. No mesmo período, foram realizadas 2.496 novas nomeações, resultando em aproximadamente 3,6 mil postos que permanecem vagos.
O volume de desligamentos representa mais de 43% dos 14.340 cargos comissionados existentes no Estado em março, quando Couto assumiu interinamente o comando do Palácio Guanabara. Segundo o governo, a economia projetada com as vagas que não foram novamente preenchidas chega a R$ 221 milhões até dezembro de 2026. O cálculo considera exclusivamente os cargos que permanecem desocupados após o processo de reorganização administrativa.
Entre os principais argumentos apresentados pelo Executivo para justificar os cortes está a identificação de servidores que, segundo a própria administração, não possuíam senhas de acesso aos sistemas internos do Estado, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O governo informou que parte desses comissionados comparecia apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto, classificando os casos como possíveis situações de servidores “fantasmas”. Eventuais irregularidades, contudo, dependem de apuração individual pelos órgãos responsáveis.
A política de enxugamento também alcançou o primeiro escalão. Desde março, a maioria das nomeações para cargos de destaque passou a priorizar servidores de carreira, enquanto os indicados para postos na administração são submetidos a avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). De acordo com o governo, o objetivo é ampliar o controle sobre as nomeações e adotar critérios relacionados à eficiência, transparência e preservação dos recursos públicos.
A reestruturação não se limitou ao quadro de pessoal. O número de secretarias estaduais caiu de 32 para 28, resultado de fusões e reorganizações de estruturas administrativas. Entre as mudanças está a integração de diferentes áreas em pastas mais amplas, como parte da estratégia de redução da estrutura do Executivo. A gestão afirma que ainda trabalha para diminuir o número de secretarias.
O governo também mantém auditorias conduzidas pelo GSI e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). A expectativa é de que novas exonerações possam ocorrer à medida que os levantamentos sejam concluídos e sejam identificadas outras situações que justifiquem mudanças no quadro de cargos comissionados.
Ricardo Couto assumiu interinamente o governo estadual em 23 de março de 2026, após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. Desde então, a administração interina vem promovendo uma série de medidas de reorganização da máquina pública, tendo como um dos principais eixos a redução de despesas e a revisão da estrutura administrativa estadual.








































































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