O estado de São Paulo decretou estado de emergência para a dengue. A decisão foi tomada pelo Centro de Operações de Emergências (COE), coordenado pela Secretaria Estadual da Saúde, e oficializada nesta terça-feira (5). O decreto, que deve ser publicado no Diário Oficial ainda hoje, ocorre após o estado registrar mais de 138 mil casos e 31 mortes pela doença.
A medida permite que os gestores públicos destinem recursos para combater a doença com maior celeridade e sem necessidade de licitação, além de garantir o aporte do Ministério da Saúde. A liberação de recursos do governo federal, tanto para o estado quanto para os municípios, está prevista no decreto.
O governo também pretende ampliar o número de equipamentos de fumacê, atualmente em cerca de 600 no estado. O plano de ação prevê a compra de novos, mas é necessária a aprovação do Ministério da Saúde, que já está sendo negociada.
O estado monitora os sorotipos da dengue circulando, com maior incidência dos tipos 1 e 2. A taxa de positividade está em 40%. A gestão estadual afirma não ser possível prever quando será o pico da doença.
Nesta segunda-feira (4), São Paulo já registrava 31 mortes causadas pela dengue, com outros 122 óbitos em investigação. Os casos confirmados chegaram a 138.259, sendo 169 considerados graves. As mortes ocorreram em 21 municípios entre 1º de janeiro e 4 de março. Na capital, 27 óbitos estão em investigação, com casos chegando a 32.212.
A maioria das infecções está concentrada em 15 bairros que estão em epidemia de dengue, distribuídos pelas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade de São Paulo.
Fonte: G1.





































































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