A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta quarta-feira (12), uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP). Batizada de Market Fake II, a ação é conduzida por agentes da 23ª DP (Méier) e tem como alvo um grupo suspeito de movimentar, nos últimos três anos, pelo menos R$ 4 milhões obtidos por meio de atividades criminosas.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. As medidas judiciais são realizadas nos municípios de Cubatão, em São Paulo, e Araruama, Belford Roxo e São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A operação conta com a participação de equipes da Polícia Civil paulista e apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo as investigações, uma das principais estratégias utilizadas pelo grupo era a publicação de anúncios falsos de veículos em plataformas de compra e venda na internet. As ofertas eram utilizadas para atrair potenciais compradores. Depois de estabelecer contato com as vítimas, os criminosos as direcionavam para comunidades de Belford Roxo.
De acordo com a polícia, em alguns casos, as vítimas eram mantidas sob domínio dos criminosos e obrigadas a realizar transferências bancárias, além de terem seus pertences roubados. A investigação aponta que o esquema combinava, portanto, a fraude praticada no ambiente virtual com ações criminosas realizadas presencialmente.
O grupo também é investigado por aplicar golpes por meio de anúncios fraudulentos de aluguel de imóveis e da emissão de boletos falsos relacionados a contas de energia elétrica. Para dificultar a identificação dos integrantes diretamente envolvidos nas fraudes, os suspeitos teriam criado uma estrutura com intermediários responsáveis pela divulgação dos anúncios.
Ainda segundo as apurações, parte dessas pessoas seria formada por indivíduos desempregados, recrutados mediante pagamento para executar tarefas relacionadas à publicação dos conteúdos fraudulentos. A estratégia, de acordo com os investigadores, permitia afastar os principais operadores do esquema da exposição direta nas plataformas utilizadas para atrair as vítimas.
Depois de obtidos, os recursos seriam encaminhados para integrantes responsáveis pela movimentação financeira do grupo, em uma tentativa de ocultar a origem dos valores e dificultar o rastreamento do dinheiro. É justamente essa etapa financeira que está entre os principais focos da investigação.
Com o cumprimento dos mandados, os investigadores pretendem reunir novas provas sobre a atuação do grupo, identificar eventuais outros participantes e ampliar o rastreamento das quantias movimentadas ao longo dos últimos anos.
A operação também busca esclarecer a dimensão da estrutura utilizada para transformar recursos provenientes de crimes como roubos, extorsões e estelionatos em valores posteriormente movimentados pelo núcleo financeiro investigado.
Fonte: CNN.







































































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