A disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026 também movimenta os bastidores da política fluminense. Candidatos que concorreram às duas vagas do Rio de Janeiro no Senado Federal começaram a declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL), evidenciando as diferentes estratégias adotadas pelas lideranças partidárias diante da etapa decisiva da eleição nacional. Segundo levantamento publicado pelo g1 em 9 de outubro, os posicionamentos se dividem entre os dois presidenciáveis, enquanto alguns candidatos ainda não haviam definido publicamente suas escolhas.
Entre os nomes que declararam apoio a Lula estão Benedita da Silva (PT), Pedro Paulo (PSD), Mônica Benício (PSOL), Luiz Eugênio (PCO), Paula Falcão (PSTU), Michelly Xavier (UP) e Vinícius Benevides (UP). Embora compartilhem a decisão de apoiar o candidato petista, os grupos políticos envolvidos têm trajetórias e propostas distintas. No caso de Paula Falcão, por exemplo, o apoio foi apresentado como um voto crítico, sinalizando que a escolha eleitoral não representa necessariamente concordância integral com o programa de governo ou com as alianças políticas de Lula.
Do outro lado, Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Ó Clemente (Democrata) manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro. A adesão de candidatos de diferentes partidos reforça a articulação em torno do senador, que disputa a Presidência da República com a proposta de reunir forças políticas identificadas com a oposição ao atual governo federal.
Apesar das manifestações já divulgadas, nem todos os concorrentes ao Senado haviam anunciado uma posição definitiva. Hélio Secco (Missão) informou que ainda avaliava se faria uma declaração pública de apoio, enquanto Luciano Mattos (PRTB) afirmou que o partido discutiria o assunto internamente. Waguinho (Republicanos), por sua vez, não havia respondido aos questionamentos apresentados pela reportagem.
A divisão dos candidatos fluminenses acompanha o cenário nacional, no qual partidos, ex-candidatos à Presidência e lideranças regionais passaram a negociar apoios após o resultado do primeiro turno. Essas movimentações são importantes porque ampliam o debate para além das propostas individuais dos presidenciáveis e envolvem interesses partidários, afinidades ideológicas e estratégias para fortalecer a presença política de cada grupo nos próximos anos.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença levou os dois candidatos à segunda etapa da disputa, marcada para 25 de outubro. Com o resultado, as campanhas intensificaram a busca por novos apoiadores e por eleitores que votaram em outras candidaturas ou não compareceram às urnas.
No Rio de Janeiro, o posicionamento dos candidatos ao Senado ganha relevância por envolver representantes de diferentes correntes políticas e partidos com presença na Assembleia Legislativa, nas prefeituras e no Congresso Nacional. Embora o apoio de uma liderança não determine automaticamente o voto de seus eleitores, essas declarações ajudam a identificar os alinhamentos que podem influenciar a atuação das forças políticas no estado.
É importante destacar que a eleição para o Senado foi decidida no primeiro turno, sem uma segunda votação para as vagas legislativas. Assim, as manifestações divulgadas após 4 de outubro dizem respeito à disputa presidencial, e não a uma nova etapa da eleição para senador. Os apoios revelam, sobretudo, como os grupos políticos fluminenses se reorganizam diante do confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro e procuram definir seu espaço no cenário nacional.








































































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