A trajetória eleitoral de Max Lemos sofreu uma sequência de reveses nos últimos anos. Depois de construir uma carreira política marcada por vitórias em Queimados e pela eleição para deputado estadual e federal, o político acumulou três derrotas consecutivas nas urnas desde 2020: para prefeito de Nova Iguaçu, em 2020; para prefeito de Queimados, em 2024; e, agora, para deputado federal, nas eleições de 2026.
A primeira derrota dessa sequência ocorreu em 2020, quando Max Lemos disputou a Prefeitura de Nova Iguaçu pelo PSDB. Naquele pleito, o então prefeito Rogério Lisboa (PP) foi reeleito ainda no primeiro turno, com 62,10% dos votos válidos. Max terminou em segundo lugar, com 48.740 votos, equivalentes a 13,86%.
O resultado representou um momento de inflexão na carreira do político, que até então havia construído uma trajetória eleitoral vitoriosa. Max havia sido vereador de Queimados e posteriormente eleito prefeito do município por duas vezes, além de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2018.
Apesar da derrota em Nova Iguaçu, Max conseguiu retornar ao cenário eleitoral competitivo em 2022, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 89.507 votos. Naquele ano, inclusive, obteve forte votação em Queimados, onde foi o candidato a deputado federal mais votado.
Derrota em Queimados
Dois anos depois, porém, Max decidiu voltar à disputa municipal e tentar recuperar o comando de Queimados, cidade onde já havia sido prefeito.
Em 2024, pelo PDT, ele encabeçou uma ampla aliança partidária e disputou a Prefeitura contra o então prefeito Glauco Kaizer (União), que buscava a reeleição. A campanha chegou a ser apresentada como uma tentativa de Max de retornar ao cargo que havia ocupado anteriormente.
Nas urnas, entretanto, Kaizer venceu com 39.416 votos (49,13%), enquanto Max Lemos terminou em segundo, com 34.192 votos (42,62%) — uma diferença de 5.224 votos.
A derrota teve peso político porque ocorreu justamente em um município onde Max havia construído sua principal base eleitoral e exercido dois mandatos como prefeito.
Nova derrota em 2026
Em 2026, Max voltou a disputar uma vaga de deputado federal. Desta vez filiado ao União, ele tentou renovar o mandato conquistado quatro anos antes.
O resultado, porém, ficou distante daquele obtido em 2022. Segundo a totalização final baseada nos dados do TSE, Max recebeu 30.700 votos e terminou como suplente, sem conquistar uma das cadeiras destinadas ao Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados.
A votação de 2026 representa uma queda de aproximadamente 66% em relação aos 89.507 votos obtidos em 2022. Na cidade de Queimados, sua principal base histórica, Max recebeu 11.603 votos nesta eleição.
Com isso, a sequência iniciada em 2020 chegou à terceira derrota: Nova Iguaçu em 2020, Queimados em 2024 e Câmara dos Deputados em 2026.
O que explica a sequência de derrotas?
A trajetória mostra um cenário de oscilação. Max Lemos já demonstrou capacidade de conquistar votações expressivas e vencer eleições — foi eleito prefeito de Queimados em 2008 e 2012, deputado estadual em 2018 e deputado federal em 2022.
Por outro lado, os resultados mais recentes apontam dificuldades para transformar essa trajetória anterior em novas vitórias. A derrota em Nova Iguaçu ocorreu em uma eleição na qual Rogério Lisboa abriu ampla vantagem; em Queimados, Max perdeu uma disputa mais equilibrada para Glauco Kaizer; e, em 2026, sua votação para deputado federal caiu significativamente em relação ao pleito anterior.
Outro elemento importante é a mudança de partidos ao longo desse período. Max disputou 2020 pelo PSDB, 2022 pelo PROS, 2024 pelo PDT e 2026 pelo União. A alternância partidária, somada às diferentes alianças e bases eleitorais, compõe o contexto de uma carreira marcada tanto por vitórias expressivas quanto por derrotas recentes.
Assim, a pergunta levantada pela publicação — o que aconteceu com Max Lemos para acumular três derrotas? — passa por uma combinação de fatores políticos e eleitorais. Os números, contudo, deixam uma constatação objetiva: depois de ser eleito deputado federal em 2022 com quase 90 mil votos, Max chegou a 2026 com pouco mais de 30 mil e, pela primeira vez desde 2018, ficou fora de um mandato eletivo estadual ou federal, embora permaneça como suplente.








































































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