Em uma audiência pública realizada nesta terça-feira (20), a Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) solicitou que as concessionárias Águas do Rio e Cedae apresentem relatórios demonstrando se a Zona Sul da capital e a Baixada Fluminense recebem o mesmo volume de água. Caso as empresas não forneçam documentação satisfatória, a comissão solicitará uma auditoria.
A reunião, que teve a presença de representantes das concessionárias, foi convocada devido a denúncias de interrupções frequentes no abastecimento e baixa qualidade dos serviços prestados aos moradores de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e de Miracema, no Noroeste Fluminense, áreas atendidas pela Águas do Rio. Os membros da comissão exigem que todas as regiões do estado sejam atendidas de forma igual, conforme a lei determina. O presidente da comissão, Jari Oliveira (PSB), afirmou que os deputados pretendem “saber se a mesma quantidade de água é fornecida para todos”.
O presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, explicou durante a audiência que as fortes chuvas de janeiro impactaram o tratamento de água na Baixada. Ele também mencionou que, em São João de Meriti, as interrupções no fornecimento de energia elétrica por 117 horas, somadas a um aumento de 256% nas quedas de energia, prejudicaram a distribuição de água. Sinval Andrade, superintendente da Águas do Rio, argumentou que as interrupções no serviço devido às chuvas foram uma situação inédita. Wilson Frez, coordenador de operações das redes de distribuição da Light na Baixada, garantiu que as concessionárias responderam rapidamente, com um tempo máximo de seis horas, às quedas de energia na região.
“Não queremos privilegiar moradores de nenhum lugar, mas não aceitaremos que os que vivem na Baixada sejam discriminados. Pedimos os relatórios e, se não estivermos satisfeitos, solicitaremos uma auditoria”, disse o vice-presidente da comissão, deputado Léo Vieira (PL), que pediu que as empresas invistam mais para evitar problemas no abastecimento no próximo verão.
Em relação a Miracema, moradores presentes à reunião reclamaram da má qualidade da água fornecida pela Águas do Rio, mostrando um vídeo que mostrava água com coloração escura sendo distribuída na região. Eles também afirmaram que suas contas estavam sendo cobradas como se fossem grandes estabelecimentos comerciais. A Águas do Rio se comprometeu a analisar cada caso individualmente.
A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) realizará uma fiscalização sobre a qualidade da água e eventuais interrupções no serviço, a pedido da Alerj.
O Projeto de Lei 1.397/2023, de autoria dos deputados Lucinha e Luiz Paulo, ambos do PSD, recebeu parecer favorável dos deputados para que os municípios sejam ressarcidos pelas concessionárias por gastos relacionados à adaptação das redes de coleta e distribuição.
Fonte: Diário do Rio.





























































Comente este post