Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) rejeitaram, em assembleia geral, a proposta de greve apresentada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). A maioria dos votantes, com 546 votos contrários e 272 favoráveis, decidiu contra a paralisação, que estava prevista para começar na próxima segunda-feira (dia 15).
Enquanto os professores da UFRJ tomavam essa decisão, em todo o país, servidores técnicos-administrativos das instituições federais de ensino superior lideravam uma onda de greves, reivindicando melhores condições de trabalho e valorização salarial.
No Rio de Janeiro, todas as universidades e institutos federais têm os servidores técnicos-administrativos em greve, o que impacta desde a emissão de documentos até a organização dos calendários acadêmicos.
Os grevistas expressam indignação com a demora do governo em responder às propostas das entidades representativas. Eles argumentam que o governo, apesar de ter se comprometido com a Educação, parece ter esquecido os servidores que trabalham nessas instituições.
Por outro lado, o governo está buscando criar uma proposta de reestruturação, mas sem abordar questões salariais. Até o momento, 320 unidades da rede federal têm servidores técnicos-administrativos em greve.
João Paulo Ribeiro, diretor de Relações Institucionais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, critica a alegação do governo de falta de recursos para reestruturar as carreiras, afirmando que essas questões podem ser resolvidas com vontade política.
Gustavo Serafian, diretor regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, vê a mobilização crescente como uma ferramenta eficaz de pressão sobre o governo.
Os Ministérios da Gestão e da Educação destacaram a criação de um Grupo de Trabalho para tratar da reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, cujo relatório final servirá como base para a proposta do governo. Além disso, ressaltaram o reajuste de 9% concedido a todos os funcionários federais no último ano e o aumento de 43,6% no auxílio alimentação do funcionalismo federal.
Fonte: Extra.






































































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