No Rio de Janeiro, muitos moradores estão descontentes com as condições das calçadas de pedras portuguesas, tão características da cidade. A má conservação dessas calçadas é um problema diário devido aos buracos, que se tornam verdadeiras armadilhas para a população, resultando em acidentes comuns e, por vezes, graves.
Na Tijuca, por exemplo, a dentista Andrea Cláudia Cavalcante, de 52 anos, sofreu uma queda enquanto se dirigia ao trabalho. Ela relatou: “Tropecei em um buraco na Rua Henry Ford, rolei, dei algumas voltas na rua até cair feio mesmo. Fui amparada por algumas pessoas no momento, me levantei e fui para o trabalho, achando que fosse uma coisa boba. Só depois vi que tinha tido uma queda séria, fiquei com vários hematomas, com dores que me custaram bastante cuidado. Ninguém vê isso, ninguém dá assistência para a gente. Andando pela Tijuca, vejo que tem muitos buracos, vários idosos se acidentam. Me deparo até com cenas que, de repente, tenho que socorrer alguém do meu lado”.
Os buracos não afetam apenas os pedestres. O estudante Gabriel Cunha, de 23 anos, teve um contratempo enquanto pedalava na ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ele contou que, por estar escuro, foi surpreendido por um desnível com profundidade de aproximadamente 20 centímetros.
Hermínio Bello de Carvalho, poeta e compositor de 88 anos, também sofreu um acidente recente ao tropeçar em pedras portuguesas soltas próximo à sua casa em Botafogo, na Zona Sul. O DIA esteve no local e encontrou alguns buracos.
Dona de um salão de beleza na rua, Noca, que mora há 40 anos no local, explicou que as condições da calçada são ruins e já presenciou outros acidentes.
Fonte: O Dia.






































































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