Pesquisadores brasileiros desenvolveram o primeiro soro do mundo contra o envenenamento causado pela picada de abelhas africanizadas, também conhecidas como “abelhas assassinas”. O estudo foi conduzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, em colaboração com o Instituto Butantan e o Instituto Vital Brazil, e está prestes a entrar na fase três de ensaios clínicos. Em janeiro, o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) concedeu a patente do soro, chamado antiapílico, aos pesquisadores.
O medicamento foi desenvolvido para tratar pessoas que sofrem múltiplas picadas de abelha, recebendo uma grande quantidade de veneno. O soro é capaz de neutralizar a toxina do veneno injetado pelas abelhas no corpo humano, diferentemente de outros tratamentos que focam apenas nos sintomas como alergia e dor.
O processo de desenvolvimento do soro envolveu desafios, como a coleta da toxina das abelhas sem prejudicar os insetos. Para isso, os pesquisadores desenvolveram dispositivos que disparavam um choque elétrico leve nas abelhas, estimulando-as a liberar pequenas quantidades de veneno sem causar danos graves.
Os ensaios clínicos envolveram 20 voluntários adultos, com resultados positivos e sem efeitos adversos graves. Os pesquisadores agora buscam recursos para a terceira fase de estudos, que deve permitir a solicitação de registro na Anvisa e a produção em larga escala pelo Instituto Vital Brazil, visando à disponibilização do medicamento no SUS e ao potencial de comercialização.
É importante lembrar que as abelhas africanizadas são conhecidas pela agressividade, mas também são fundamentais para a polinização e a produção de alimentos. Viver em harmonia e segurança com esses insetos é essencial para garantir sua importância na natureza.
Fonte G1.





























































Comente este post