O mais recente boletim do Infogripe, divulgado pela Fiocruz, aponta uma tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. Esta redução reflete a diminuição dos casos de SRAG no Centro-Sul e a estabilização ou queda do crescimento em muitos estados do Norte e Nordeste.
A SRAG por Covid-19 continua a ter um impacto maior nas crianças até dois anos de idade e nos idosos com 65 anos ou mais. A mortalidade por SRAG tem sido significativamente mais alta entre os idosos, com a Covid-19 predominando amplamente. O boletim também destaca o aumento contínuo dos casos de vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza em várias regiões.
Com base nos dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 1 de março, a análise se refere à Semana Epidemiológica (SE) 13, de 24 a 30 de março.
O aumento da circulação do VSR tem levado a um crescimento expressivo da incidência de SRAG em crianças pequenas, ultrapassando a associada à Covid-19 nessa faixa etária. O pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e coordenador do Boletim InfoGripe, Marcelo Gomes, destaca a importância da recente aprovação pela Anvisa da vacina da Pfizer em gestantes para proteger os bebês contra o VSR. Segundo Gomes, a nova vacina será fundamental para reduzir as internações, que têm um impacto significativo em crianças até dois anos.
“Esperamos que no futuro a nova vacina possa ser uma ferramenta cotidiana em nosso enfrentamento a esse vírus. Hoje vemos o impacto do VSR nos casos de SRAG e nas internações. Se olharmos para o passado, veremos que o VSR sempre foi um vírus de extrema relevância, com um grande impacto especialmente nesse público de bebês e crianças, especialmente até dois anos de idade”, afirma Gomes. “No outro extremo, na população mais idosa, também observamos um aumento no volume de internações por VSR, algumas resultando em mortes. Portanto, celebramos e esperamos que a vacina contra o VSR possa ser incorporada e mudar significativamente o cenário do VSR no país, assim como aconteceu com a Covid-19 e como já temos para o vírus influenza”, concluiu.
Fonte: Tupi FM.






































































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