A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Carência Zero, na segunda-feira (14), que visa combater um esquema milionário de fraudes em planos de saúde empresariais. A chefe do grupo criminoso, Adriana Neves Castro, foi presa. Adriana Castro como é conhecida em Itaguaí, foi candidata a vereadora pelo partido União Brasil 44 e recebeu apenas 17 votos. O União Brasil não elegeu nenhum vereador em Itaguaí.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Adriana contratou planos corporativos para cerca de 800 pessoas físicas sem vínculo empregatício, gerando um prejuízo estimado em R$11 milhões para uma única operadora de saúde. O grupo é investigado por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, e já responde por fraudes semelhantes em São Paulo.

A investigação, iniciada em 2023, revelou que o grupo comercializava os planos com taxas de adesão e mensalidades até quatro vezes mais caras do que os valores supostamente descontados em folha salarial. Um dos casos destacados pelos investigadores envolve uma idosa de 68 anos, que pagava 2.700 reais de mensalidade, além de R$3 mil reais em taxas, enquanto o valor real do plano era de R$721.
Entre 2019 e 2023, o esquema envolveu a contratação de planos para 778 “funcionários” de oito empresas fictícias, que se valiam dos descontos apresentados pelas operadoras de saúde para contas empresariais. Esses convênios geraram um prejuízo de mais de R$11 milhões para uma operadora, que arcou com procedimentos médicos em valor superior ao recebido pelos contratos irregulares.
Apenas em seis meses, a suspeita de chefiar o grupo, Adriana Castro, teria movimentado mais de R$2 milhões. Os valores são incompatíveis com o patrimônio da investigada, que declarou patrimônio de R$420 mil na Justiça Eleitoral. Adriana Castro é a proprietária da AC Saúde e da Madame Dri Acessórios e Roupas, ambas em Itaguaí.





























































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