Na manhã desta terça-feira (15), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram cinco mandatos de busca e apreensão em Salvador e na cidade de Santaluz, a cerca de 275 km da capital. A operação investiga desvios de recursos públicos destinados à Educação e tem como alvo o deputado estadual Marcinho Oliveira (União Brasil).

Segundo a TV Bahia, os mandados, parte da segunda fase da Operação Santa Rota, foram cumpridos no gabinete do parlamentar, localizado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), e em seu apartamento de luxo na Avenida Paralela. Marcinho Oliveira, que foi vice-prefeito de Santaluz entre 2017 e 2020, exerce atualmente o mandato de deputado estadual (2023-2027).
Em comunicado, o deputado afirmou estar surpreso com os mandados, alegando que sua empresa, LN, não tem qualquer relação com o contrato de transporte escolar de Santaluz. Ele garantiu que a operação não envolve seu mandato como deputado e expressou confiança de que “a verdade será revelada em breve”.

Investigações apontam fraude na licitação
A primeira fase da investigação revelou fingimentos de fraude no processo licitatório realizado pela prefeitura de Santaluz para a contratação de empresa responsável pelo transporte escolar. As autoridades identificaram a superfaturamento no contrato e o pagamento de vantagens indevidas aos servidores públicos envolvidos.
Nesta segunda fase, a PF investiga a participação de outras pessoas no esquema, incluindo o deputado Marcinho Oliveira. As investigações revelam que empresas de um mesmo grupo econômico manipularam o pregão eletrônico para favorecer a empresa vencedora, que subcontratou grande parte do serviço e criou rotas fictícias, além de utilizar veículos da prefeitura de Santaluz.
Posicionamento da ALBA
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes, afirmou em nota que os 63 deputados têm autonomia sobre seus gabinetes, mas devem responder legalmente por suas ações. Ele destacou a importância do devido processo legal e do direito ao contraditório, condenando a destruição de reputações por notícias falsas.
Fonte: G1.Globo.





























































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