Título: Viaduto de Madureira se torna museu da cultura negra no Rio
Subtítulo: A iniciativa será lançada em 11 de maio, no aniversário do Viaduto de Madureira, promovendo uma forte identidade comunitária
O Viaduto de Madureira, famoso espaço de cultura negra e urbana no Rio de Janeiro, será transformado em um “museu vivo” através do Projeto Zona de Arte Urbana (ZAU). Criado em 2023, o ZAU se dedica a ações artísticas e educativas por meio do grafite. Idealizado pelo grafiteiro Airá Ocrespo, conhecido por pintar a “primeira ministra negra do STF”, a revitalização celebra os 34 anos do Viaduto e narrará a história da Black Music brasileira tanto no interior quanto no exterior do espaço. Airá Ocrespo, junto com outros quatro artistas, incluindo Amora, Agarte, Cety e Seon, participa dessa ação.
O Charme, um ritmo derivado da Black Music americana, tem raízes nos bailes da Zona Norte do Rio. O termo “Charme” foi cunhado pelo DJ Corello nos anos 1980, em um baile no clube Mackenzie, no Méier. Em 1990, o Charme ganhou destaque em Madureira, após circular por bairros como Marechal Hermes e Abolição. Em 2013, o Baile Charme foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro.
A inauguração do projeto está marcada para 11 de maio, durante o baile de aniversário do Viaduto. A concepção artística dos grafites segue uma linha histórica, retratando a música negra, o charme e o baile do viaduto, além de explorar aspectos da negritude urbana carioca. “A revitalização visual do Viaduto de Madureira é essencial para criar um espaço de memória da negritude urbana carioca, exibindo nas paredes do local os marcos históricos que permeiam as origens das pessoas que ali frequentam e das culturas que o Viaduto abriga, fortalecendo o sentimento de identidade e pertencimento”, comenta Airá Ocrespo.
Além da revitalização, o projeto promoveu diversas atividades socioculturais, incluindo oficinas de grafite abertas ao público realizadas todos os sábados de abril. Os participantes puderam aprender sobre o universo do grafite, desde técnicas de desenho no estilo grafite até o uso de tinta spray.
Um encontro de grafiteiros ocorreu em 5 de maio, promovendo a integração entre artistas urbanos, com debates, troca de conhecimentos e uma roda cultural de grafite, acompanhada de apresentações musicais e uma batalha de grafite. Além das atividades no viaduto, uma oficina de grafite será realizada em uma escola pública da região, incentivando os alunos a colaborar na criação de um mural junto com um artista educador.
O projeto Zona de Arte Urbana visa expandir seu impacto para outros espaços significativos para a cultura carioca e nacional. A arte urbana é vista como uma ferramenta poderosa para impulsionar o desenvolvimento cultural, social e econômico dessas áreas, criando ambientes mais inclusivos, seguros e dinâmicos. Assim, o projeto não se limita a embelezar espaços físicos, mas também busca transformar vidas e fortalecer comunidades através da arte e da cultura urbana.
O ZAU foi aprovado no edital Conexões Urbanas, da Lei Paulo Gustavo, pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.
Fonte: Ilha Carioca.





























































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