O deputado estadual Jorge Felippe Neto (PL), candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi citado em uma ocorrência policial registrada após a apreensão de R$ 80 mil em espécie na Avenida Brasil, na altura de Deodoro, na Zona Oeste do Rio. O dinheiro estava com Fábio Frederico da Silva Nascimento, abordado por policiais enquanto dirigia um veículo.
Segundo o registro feito na 33ª DP, Fábio Frederico afirmou aos agentes ser assessor de Jorge Felippe Neto e declarou que os R$ 80 mil pertenciam ao parlamentar. A quantia estava dividida em oito bolos de R$ 10 mil cada. A ocorrência, porém, não comprova, por si só, a propriedade dos recursos nem estabelece eventual irregularidade relacionada ao dinheiro.
Ainda de acordo com o relato policial, o homem havia buscado um dos veículos utilizados em uma atividade relacionada a um palanque político em Bangu. Na sequência, ele informou que seguiria para Magalhães Bastos, também na Zona Oeste, onde faria a entrega de mais materiais de propaganda política.
Durante a abordagem, os policiais localizaram o dinheiro em espécie. Conforme as informações registradas na delegacia, Fábio Frederico não teria informado a origem do montante nem apresentado, naquele momento, documentação que comprovasse a procedência ou a propriedade dos valores. Também não há indicação, no registro divulgado, de que Jorge Felippe Neto estivesse no veículo quando a abordagem ocorreu.
A relação entre o deputado e o dinheiro apreendido decorre, portanto, da declaração atribuída ao homem abordado, que teria se apresentado como assessor e apontado o parlamentar como proprietário dos recursos. A ocorrência não equivale, por si só, a uma conclusão policial ou judicial sobre a titularidade do dinheiro.
Deputado afirma origem lícita
Após a divulgação do caso, Jorge Felippe Neto apresentou uma nota de esclarecimento. O parlamentar afirmou que a origem dos recursos é lícita e que a documentação pertinente teria sido apresentada no registro policial.
Na manifestação, o deputado também declarou que os valores integram seu patrimônio e estão regularmente declarados no Imposto de Renda. Segundo ele, não houve ocultação quanto à existência do dinheiro.
O episódio ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026, na qual Jorge Felippe Neto busca renovar o mandato na Alerj. A apreensão e a menção ao nome do parlamentar passaram a integrar o contexto político da disputa, mas as informações disponíveis não permitem concluir, isoladamente, que tenha havido prática ilícita por parte do deputado.
Até o momento, o ponto central da ocorrência é a apreensão dos R$ 80 mil e o relato prestado pelo homem que transportava a quantia. Eventuais desdobramentos dependerão da análise da origem dos recursos, da documentação apresentada e das providências adotadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.








































































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