A candidata Christiane Batista Neri, conhecida eleitoralmente como Chris Neri, protocolou pedido de renúncia à candidatura ao cargo de deputada estadual pelo AGIR nas eleições de 2026. A desistência ocorre em meio a divergências com a direção partidária e, segundo a própria candidata, ao não cumprimento de compromissos que teriam sido estabelecidos antes de sua filiação à legenda. O pedido foi encaminhado à Justiça Eleitoral para formalização.
Chris Neri concorria pelo AGIR com o número 36633 e havia sido registrada para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Dados eleitorais disponibilizados com base no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já apontam a situação da candidatura como “renúncia”.
Em seu pedido, a candidata atribui a decisão a divergências e ao descumprimento de entendimentos que, de acordo com seu relato, foram firmados antes de sua entrada no partido. A renúncia encerra sua participação na disputa proporcional, mas também abre uma discussão interna sobre os efeitos da saída para a composição da chapa apresentada pelo AGIR.
A principal preocupação para a legenda está no desempenho eleitoral da nominata. Em uma eleição proporcional, a conquista de cadeiras depende não apenas da votação individual dos candidatos, mas também da soma dos votos obtidos pelo partido e dos critérios estabelecidos pela legislação eleitoral para distribuição das vagas. Com a retirada de uma candidatura, o AGIR perde parte de sua capacidade potencial de reunir votos para alcançar o quociente eleitoral, o que pode dificultar a obtenção de uma cadeira na Alerj.
Outro ponto de atenção envolve a composição de gênero da chapa. A legislação eleitoral estabelece percentual mínimo de candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais. Dessa forma, a saída de uma candidata pode exigir que o partido faça ajustes na nominata caso a composição resultante deixe de atender às exigências legais. A necessidade de eventual retirada ou substituição de candidaturas masculinas dependerá da composição definitiva da chapa e da análise da Justiça Eleitoral.
O AGIR havia registrado uma nominata para a disputa de deputado estadual no Rio de Janeiro, com Christiane Batista Neri entre os nomes apresentados pela legenda. A lista divulgada a partir dos dados eleitorais também reúne outros candidatos do partido, entre eles Renato José Pereira, Márcio Freitas, Davi Jerônimo da Silva, Igor Vasconcelos da Silva, Glaura Corrêa de Almeida, Ricardo de Carvalho Silva e Glaucia Barbosa Candido Alves, além de outros nomes.
A renúncia, portanto, acrescenta um novo obstáculo à estratégia eleitoral do AGIR para a eleição estadual. Além da necessidade de adequação da chapa às regras de gênero, a legenda terá de avaliar os impactos políticos e eleitorais da saída de Chris Neri em uma disputa na qual cada candidatura contribui para o desempenho coletivo da nominata.
A definição sobre os próximos passos caberá ao próprio partido e, no âmbito formal, à Justiça Eleitoral, que deverá registrar a renúncia e analisar eventuais alterações decorrentes da nova composição da chapa. O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro.








































































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