O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) anunciou neste domingo (25) o resultado da eleição suplementar em Itaguaí, com a vitória esmagadora do prefeito Haroldo Rodrigues Jesus Neto, o Haroldinho (PDT), eleito com 58.054 votos (77,47%), sendo o prefeito mais votado da história de Itaguaí. A candidata impugnada Kelaine Goulart (Novo), que concorreu sub judice recebeu 14.260 votos (19,03%), o ex-prefeito Luciano Mota (PT) teve 2.243 votos (2,99%) e o advogado Marcelo Cunha (Democratas) apenas 380 votos (0,51%). Haroldinho deverá ser diplomado até o dia 19 de novembro e o seu mandato será até o final de dezembro de 2028. O percentual de votos deverá mudar levando em consideração que os votos sub judice de Kelaine Goulart serão analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disputou eleição para deputada federal e para prefeita paralelamente.
Haroldinho derrotou adversários e desafetos em uma única tacada
A eleição suplementar em Itaguaí foi atípica: candidata impugnada e concorrendo em duas eleições paralelas e com apoio de personalidades da direita como o candidato derrotado à presidência da República Flávio Bolsonaro, o governador eleito Douglas Ruas, o deputado federal mais votado do país, Nikolas Ferreira, a deputada estadual mais votada do estado do Rio de Janeiro, Índia Armelau (todos do PL) e o ex-vereador e candidato derrotado a deputado estadual Gil Torres (Avante) apoiaram a candidata impugnada. O ex-prefeito de Itaguaí Rubens Vieira de Souza, o Dr. Rubão (Podemos) que também apoiou Kelaine Goulart, durante todo o tempo tentou interferir no processo eleitoral. Enquanto a candidata derrotada Kelaine Goulart atacava os adversários em suas redes sociais e “desfilava” pelas ruas de Itaguaí com a camisa da seleção brasileira e até mesmo colete a prova de balas. Enquanto isso, Haroldinho tocava as obras da prefeitura de Itaguaí e após o expediente, caminhava pelas ruas do município, apresentando propostas e projetos para Itaguaí.

Kelaine Goulart que se rotulou “representante da direita” de Itaguaí, desafiou a Justiça Eleitoral ao registrar candidaturas a deputada federal e prefeita de Itaguaí paralelamente e teve a sua candidatura de prefeita impugnada pela Justiça Eleitoral da 105ª Zona Eleitoral (Itaguaí). A sentença foi mantida por unanimidade pelo TRE-RJ e o ministro Sebastião Reis Júnior do TSE decidiu manter o indeferimento de Kelaine Goulart. Donizete Jesus e Dr. Antônio que foram candidatos a prefeito de Itaguaí em 2024 que apoiaram a candidatura derrotada de Gil Torres para deputado estadual resolveram não acompanhar a candidata impugnada Kelaine Goulart. Apoiaram Flávio Bolsonaro de forma independente sem pedir votos para ela. Em Itaguaí Flávio Bolsonaro obteve 45.593 votos e Douglas Ruas 37.840 votos. Assim como a Justiça Eleitoral, os eleitores de Itaguaí não acreditaram em Kelaine Goulart.







































































Comente este post