O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) emitiu parecer prévio contrário à aprovação das contas de 2025 da Prefeitura de Japeri, sob a responsabilidade da ex-prefeita Fernanda Ontiveros (PT). O principal motivo foi a aplicação de apenas 20,26% das receitas de impostos em educação, abaixo dos 25% exigidos pela Constituição. Após a Câmara de Vereadores de Japeri cassar Fernanda Ontiveros, em processo que envolvia suspeitas de irregularidades em licitações e contratos. Segundo o TCE-RJ, o descumprimento do limite foi o principal fundamento do parecer desfavorável, que também apontou desequilíbrio no regime próprio de previdência dos servidores, o Previ Japeri, inconsistências no Relatório de Gestão Fiscal e divergências nos dados financeiros da saúde municipal.

Durante seis anos a Secretaria Municipal de Educação esteve sob o comando da irmã da ex-prefeita, a candidata derrotada a deputada estadual Carol Ontiveros (PT), que é investigada na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara para investigar um contrato de aproximadamente R$ 4 milhões para adequação das instalações elétricas de escolas. Cerca de R$ 3 milhões já haviam sido pagos, segundo informações à comissão, com possíveis divergências entre serviços executados e registros. Em setembro, Carol Ontiveros deu “bolo” na CPI e os vereadores aprovaram pedido de condução coercitiva. A defesa argumentou que ela foi convocada como investigada, com direito de não produzir provas contra si. A empresa contratada negou irregularidades. No último levantamento do Ideb 2025, Japeri registrou a última colocação, sendo considerada a pior educação nos anos iniciais do ensino fundamental. Agora o relatório segue para a Câmara Municipal e caberá aos vereadores aprovar ou rejeitar as contas da ex-prefeita. Caso as contas sejam reprovadas, Fernanda Ontiveros ficará inelegível por oito anos.







































































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