O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) anunciou, nesta sexta-feira (25), uma proposta de ampliação da rede de transporte público para municípios da Região Metropolitana. O plano apresentado durante uma visita às obras do futuro Terminal BRT Bairro Imperial Santa Cruz prevê a extensão do sistema de ônibus de trânsito rápido até Itaguaí e Seropédica, além da retomada do transporte ferroviário de passageiros entre Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, e Itaguaí.
Segundo Paes, a intenção é utilizar o novo terminal de Santa Cruz como um dos pontos de integração entre a capital e as cidades da região. Durante a agenda, o candidato afirmou que pretende conectar Itaguaí ao sistema BRT e, paralelamente, ampliar a estrutura até Seropédica. A proposta faz parte de um plano mais amplo de integração dos diferentes modais de transporte, com a utilização conjunta de corredores de ônibus e da malha ferroviária.
“A ideia é integrar todos os sistemas de transporte da Região Metropolitana utilizando rede de trens ou BRT”, afirmou Paes, segundo a declaração divulgada durante a agenda. O candidato também defendeu a recuperação da ligação ferroviária de passageiros entre Santa Cruz e Itaguaí, destacando que a cidade já contou anteriormente com esse serviço.
O anúncio ocorre em um contexto de expansão das conexões entre a capital e municípios da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana. De acordo com as informações divulgadas, o BRT Metropolitano, inaugurado em março de 2026, já integra linhas intermunicipais de seis municípios da Baixada — Nova Iguaçu, São João de Meriti, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados — ao sistema da capital. Atualmente, são 11 linhas intermunicipais integradas à estrutura.
Novo terminal de Santa Cruz
O futuro Terminal BRT Bairro Imperial Santa Cruz é apontado como uma peça importante na proposta. Localizado na Rua Álvaro Alberto, o equipamento terá aproximadamente 14 mil metros quadrados de área construída, três pavimentos e capacidade para receber até 14 ônibus articulados do BRT, além de dez ônibus convencionais e micro-ônibus.
O investimento previsto pela Prefeitura do Rio para a construção do terminal é de R$ 73,7 milhões, com conclusão estimada para o segundo semestre de 2027. O projeto também prevê plataformas de embarque e desembarque, áreas comerciais, estacionamento, bicicletário e intervenções no sistema viário do entorno.
Na proposta apresentada por Paes, o terminal deverá funcionar como ponto de conexão entre o BRT Transoeste e os municípios de Itaguaí e Seropédica. A expansão, entretanto, não se restringiria a esses dois municípios.
Durante a mesma agenda, o candidato também mencionou a possibilidade de levar o BRT até Nova Iguaçu por meio de uma futura ampliação da Transbrasil. Paes ainda citou propostas envolvendo a Transolímpica e os municípios de Nilópolis e Mesquita, além da expansão da Via Light até a Avenida Brasil.
Integração regional
A proposta apresentada pelo candidato tem como eixo central a criação de uma rede integrada de transporte que permita aos moradores da Região Metropolitana realizar deslocamentos entre diferentes municípios com conexões entre ônibus e trens. Para Itaguaí e Seropédica, a medida poderia representar uma nova alternativa de ligação com a Zona Oeste e, consequentemente, com outras áreas da capital.
No caso de Itaguaí, o plano combina duas frentes: a conexão com o BRT a partir de Santa Cruz e a retomada do transporte ferroviário de passageiros. Já para Seropédica, a proposta apresentada prevê a extensão do sistema de BRT, ampliando a conexão terrestre com a capital.
Apesar da dimensão do projeto anunciado, ainda não foram apresentados cronograma detalhado, etapas de implantação ou valores específicos para a expansão intermunicipal. A própria reportagem sobre o anúncio destaca que a execução dependeria de novos investimentos e de articulação entre o Governo do Estado e as prefeituras envolvidas.
Dessa forma, a extensão do BRT para Itaguaí e Seropédica permanece, neste momento, como uma proposta apresentada durante o período eleitoral. A eventual implantação dependerá de definições técnicas, financeiras e administrativas posteriores, caso o projeto avance.









































































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