A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta segunda-feira (20), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em roubos a estabelecimentos comerciais que utilizava veículos roubados, clonados e com sinais identificadores adulterados para cometer os crimes. A ação teve como principal alvo o município de Mesquita, na Baixada Fluminense, onde agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra integrantes do grupo investigado.
A ofensiva é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Segundo as investigações, a quadrilha utilizava automóveis com placas clonadas ou adulterações em seus elementos identificadores para dificultar a identificação dos envolvidos e impedir o rastreamento dos veículos empregados nas ações criminosas. O esquema permitia que os suspeitos realizassem os assaltos e deixassem rapidamente os locais dos crimes, reduzindo as chances de flagrante e de responsabilização.
As apurações tiveram início durante investigações relacionadas ao mercado ilegal de receptação, adulteração e circulação de veículos roubados. No decorrer das diligências, os policiais identificaram que parte desses automóveis era desviada para servir de apoio logístico em roubos a estabelecimentos comerciais, revelando a integração entre diferentes modalidades criminosas e ampliando o alcance das investigações.
Até a divulgação das primeiras informações da operação, dois suspeitos haviam sido presos, embora atualizações posteriores apontassem a prisão de um terceiro investigado. As equipes também realizaram buscas em endereços ligados aos alvos para apreender documentos, aparelhos eletrônicos, peças automotivas e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de novos integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destaca que o uso de veículos clonados representa um dos principais desafios no combate aos crimes patrimoniais, uma vez que a adulteração de placas e de sinais identificadores dificulta a identificação dos automóveis utilizados nas ações criminosas e favorece sua circulação sem despertar suspeitas. Além de serem empregados em roubos, esses veículos também alimentam esquemas de receptação e comércio ilegal de automóveis, fortalecendo outras atividades do crime organizado.
A operação em Mesquita integra a estratégia da Polícia Civil de enfraquecer organizações criminosas por meio da interrupção de sua estrutura logística, financeira e operacional. As investigações continuam para identificar outros participantes do esquema, rastrear a origem dos veículos adulterados e esclarecer a participação da quadrilha em outros roubos registrados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.








































































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